Posted by: anneraysa | February 3, 2011

Inspired: democracia ou plágio

Olha, eu não costumo postar sobre polêmicas aqui, mas diante das últimas discussões, vi a necessidade de expôr a minha opinião como consumidora e relações públicas. Acredito que, independente de ser a favor ou contra, opiniões são sempre bem vindas, então, fiquem à vontade.

Há pouco tempo se alguém aparecia por aí com uma LV falsificada, comprada em um camelô qualquer, era motivo de comentários negativos por um bom tempo. As pessoas não perdoavam, e criticavam mesmo, não dando chance aos discursos de “democracia da moda”, afinal, comprar uma bolsa falsificada era tão indigno, que poucos se arriscavam. Era melhor ter uma bolsa “baratinha” a ter uma cópia mal feita.

Daí que os anos se passaram, e com o desenvolvimento da moda brasileira, do surgimento dos blogs de moda e dos investimentos das grandes lojas de departamento e varejo, começou a se questionar sobre a democracia fashion e o quanto era injusto que as tendências fizessem parte somente de um grupo específico e favorecido. E então, “pipocaram” por aí produtos de material inferior, mas com a mesma modelagem de um produto de uma marca, digamos, mais reconhecida (e posicionada). E então, como diferenciar um plágio de um “inspired“?

Plágio: É quando uma marca copia INTEGRALMENTE um determinado produto de outra marca, e muda apenas pequenas características, como por exemplo o material, a cor ou a estampa. Quer um exemplo prático e ilustrado? As tão famosas – e polêmicas bolsas de moletom. Essas bolsas imitam o design de bolsas clássicas ou de grandes marcas, como a Alexa (Mulberry) e a Birkin (Hermès). O que as tornam diferente das originais são o material e o preço. E então surge o problema: é justo que de todo um inestimento que a Hermès, por exemplo, teve que desembolsar com sua Birkin (em 1984 e hoje) para ter o posicionamento que tem, seja “apossado” de uma marca (grande e com potencial, diga-se de passagem) lucrar? Para a Birkin (original) ser o que ela representa hoje, foram necessários diversos investimentos, tais como na criação, na produção, na divulgação e na venda. Foi preciso todo um esforço criativo, contratação e pagamento de recursos humanos, além é claro, de um valor altíssimo em marketing, propaganda e demais ações de comunicação, tudo isso para torná-la em um clássico da moda. Gente, plágio é roubo, simplesmente porque a marca (que copia) rouba para si a propriedade intelectual e todo o investimento para o posicionamento da original, com o simples intuito de lucrar, lucrar e lucrar.

Inspired: Sabe quando há dois invernos, todo mundo só falava da coleção da Balmain e o quanto ela tinha sido boa? E quando, um tempo depois, você ía numa loja qualquer e encontrava um monte de peças com aplicações de tachas, correntes e ombros marcados? Então, essas peças que a gente podia comprar numa Renner da vida são as tais inspired. Elas são legais, pois possibilitam que consumidores de classes menos favorecidas tenham acesso às tendências e características apresentadas por grandes (e caras) marcas, como a Balmain e Chanel, por exemplo. E qual a diferença? Simples! Diferente do plágio, os produtos inspired levam consigo apenas algumas características, geralmente mais marcantes, que tenham informação de moda e sejam carregadas das tendências de uma determinada estação, como as roupas com aplicação de tachas. Você não viu por aí, os vestidos totalmente iguais aos da Balmain, com a modelagem, o design e tudo mais igual, não. O que você viu foram as aplicações em lugares estratégicos, mas as peças estavam longe de serem cópias.

E daí gente, que está na hora de começar a pensar em qual dos lados está a verdadeira democracia na moda. Que é legal que as lojas tupiniquim invistam mais em tendências e tragam pra cá releituras do que a gente viu lá fora, favorecendo as classes com condições (financeiras) mais baixas com informação de moda, isso todo mundo concorda. Mas que, se for pra ser assim, que seja com um pouquinho mais de dignidade. Mas o seria MAIS legal mesmo era se a gente visse as GRANDES marcas daqui do Brasil criando uma moda com identidade própria, e daí, que a s fast fashion se INSPIRASSE nessas criações, pra daí então, a gente ter uma moda própria, sem necessidade de copiar nada de ninguém! Até lá… vamos repensar sobre as inspired que circulam por aí? Ó um trecho do livro “A Moda” da Erika Palomino, para ilustrar um pouco sobre o assunto e entender as raízes da moda no Brasil e sua relação com a cópia do que vem lá de fora:

“[...] Colonizados que fomos, acreditamos realmente, por séculos, que tudo o que vem de fora é melhor, raciocínio cristalizado numa suposta elite. São profundas as raízes dessa dependência – que também pode ser traduzida por baixa auto-estima.”

Posted by: anneraysa | January 6, 2011

Moda, presidência e paranóia.

Num dia desses eu reparei que a moda transforma, definitivamente, o comportamento das pessoas. E você já parou pra pensar em como todos parecem paranóicos? Um bom exemplo disso foram os comentários no twitter a respeito das roupas da Presidente Dilma durante a sua posse. Parecia que mais importante que o momento, que os próximos quatro anos do país, eram as roupas que ela, e a vice-primeira dama, vestiam. E pra quê? Ela estava vulgar? Denegrindo a imagem do Brasil? Não! Ela estava cumprindo com o seu papel, com a sua obrigação com o protocolo do seu cargo. Claro que roupas são imrpotantes, afinal, o que você veste diz muito a respeito sobre você, mas eu, sinceramente, achei tão desnecessária a discussão a respeito do que a Dilma deveria usar no lugar do seu terninho “Chanel” nude.

Aos queridos fashionistas que estão achando a Dilma antiquada só digo uma coisa: ela é a presidente do Brasil tomando posse, e não uma blogueira moderna na fashion week. Adequação é a palavra. #possedilma

@ivylemes

Claro que seria super legal ver a representante do meu país super estilosa, de acordo com suas funções, mas isso não quer dizer que esse fato era mais importante do que discutir a importância da pessoa e suas ações, e não das suas roupas. Pelo menos nesse momento, não.

E pensando nisso, reparei também que eu não estava fora de toda essa paranóia, logo eu que adoro roupas, percebi que estava mais interessada em usar tendências a todo custo do que me vestir bem, verdadeiramente. Porque né… Nem sempre tendência significa qualidade. Por isso quero pensar em moda como algo que me fará bem e não que me deixará paranóica. Com tantos blogs me dizendo o que eu tenho que vestir e o quanto uma bolsa de moletom copiada é mais interessante do que a minha da Renner, eu fico cada vez mais certa de que a moda não serve pra me prender desse jeito. A moda, hoje, com toda sua democracia (tão comentada em tantos blogs e revistas), serve pra te fazer cada vez mais livre na hora de escolher o que vestir. Você tem milhões de opções e informações (que te ajudam, não que te acusam), então, vamos ser mais livres na moda?

Posted by: anneraysa | December 31, 2010

Tchau dois mil e dez. Oi dois mil e onze.

Uma década é finalizada, e com ela, diversos acontecimentos que ficarão guardados na memória, e alguns, no coração. Nesses dez anos muita coisa boa me aconteceu para hoje eu ser uma relações públicas, namorada, amiga, filha, escritora. E quero aproveitar esse momento “sentimental” pra agradecer a vocês que acompanharam os posts (mesmo que foram poucos ao decorrer do ano) e desejar que 2011 seja maravilhoso para todos nós.

 

Obrigada!

E que venha 2011!!!!

Posted by: anneraysa | December 31, 2010

Restrospectiva 2010

O ano de 2010 foi marcado por muita democratização, informação e consumo de moda. Com o avanço da tecnologia e os meios de comunicação, a moda ficou mais acessível, e com ela toda a informação desde como usar determinada peça até a disseminação das tendências. Claro, que a tecnologia também fez seu papel e deixou registrado momentos incríveis para a moda, tanto no cinema, quanto em inaugurações utilizando a quarta dimensão, ou 4D.

Então, por que não rever os acontecimentos mais marcantes do “mundo da moda”? Aqui a gente não vai rever o esmalte ou a it bolsa do ano, mas sim, comentar a respeito de fatos que registraram inovação e mudanças em 2010, que vão repercutir durante as próximas estações. A lista não segue uma ordem cronológica, muito menos de importância. Fui anotando conforme eu me lembrava e assim será postado. Vamos lá?

1. Desfile Tom Ford: Há quinze anos, um desfile era o fato mais glamouroso (odeio essa palavra) do mundo. Era tudo fechado: só imprensa especializada e alguns (especiais) convidados (muitas vezes alta sociedade e compradores). Quando o desfile virava pauta de revista, era novidade, inédito. As mulheres sonhavam com isso, enquanto a marca lucrava tanto institucionalmente, quanto financeiramente. Exclusividade, essa era a palavra. E o que acontece numa era em que a comunicação acontece instantaneamente? Como tornar exclusiva uma informação, quando milhares de pessoas já viram seu vestido antes mesmo dele terminar a passarela? Então, eis que Tom Ford apresentou sua coleção de verão na última semana de moda em Nova York para poquíssimos, e quando eu digo pouquíssimos, me refiro até sobre a imprensa, em que o único fotógrafo autorizado era Terry Richardson. Nem Demachelier estava na lista dos convidados. Além disso, estiveram presentes na passarela algumas celebridades e personalidades (TOP models), como Beyoncé e Natalia Vodianova, por exemplo. Ou seja, nenhuma informação sobre o desfile saía dali, a não ser que Mr. Ford deixasse. Ele criou toda uma expectativa no MUNDO INTEIRO, e somente agora, no início de dezembro, tivemos acesso às fotos do desfile. Sem dúvidas, foi um acontecimento e tanto, pois mostra o poder e a força da internet e da comunicação instantanea, e o esforço que as marcas precisam ter para superar essa margem, caso queiram lembrar a sensação dos anos 80/90.

2. Paris Hilton no desfile da Triton SPFW: Positivamente ou não, o desfile da Triton causou burburinhos (assim?) em junho quando trouxe para sua passarela a atriz e socialite Paris Hilton. O desfile foi engraçado, com a garota distribuindo beijinhos e poses, no mínimo, inusitadas. Alguns elogiaram a ação da Triton, como uma forma de ganhar para si os focos e lentes da imprensa, além de um pequeno passo para internacionalizar a marca (querendo ou não, it happens). Por outro lado, teve quem não gostou. Achou exagerado, tosco e longe de cômico. De alguma forma, isso trouxe algum ensinamento, talvez o fato da Colcci anunciar o Ashton Kutcher para a próxima SPFW siginifica alguma coisa, ou não?

3. Parcerias fast fashion com grandes marcas/estilistas: É fato que essa década foi marcada pela democratização da moda, seja pela disseminação da informação de moda, ou pela acessibilidade às grandes marcas. O fato é que lojas de departamento do mundo inteiro resolveram investir mais em moda (tendências e releituras de coleções das passarelas). Lá fora tivemos a H&M, que se destacou por suas parcerias com Lanvin, Stella McCartney, Karl Lagerfeld, Sonia Rykiel etc, e por aqui tivemos a C&A, que investiu em Maria Bonita Extra, Glória Coelho, Alexandre Herchcovitch, Espaço Fashion, Isabela Capeto e até mesmo a Riachuelo com Oskar Metsavaht.

4. Reinado dos blogs: Vamos combinar que esse, foi sem dúvidas, o ano dos blogs. Essa “mídia” esteve presente do dia a dia de todos os usuários, independente do seu segmento. Diversas reportagens e matérias foram realziadas com blogueiros e blogueiras do mundo inteiro, além de garantir seu lugar ao sol nos principais desfiles do mundo. Quem aqui não se lembra da blogueira Tavi no desfile da Dior, ou das nossas blogueiras brasileiras presentes no SPFW? Goste ou não, esse foi o ano dos blogs. Sem duvidas.

5. Marcas x blogs: E para reafirmar esse reinado, temos aqui inúmeros exemplos de como as marcas garantiram esse posto das blogueiras nesse ano. Foi possível ver diversas campanhas de marcas de moda e beleza com a participação das blogueiras de moda aqui no Brasil e lá fora também. Por aqui tivemos a Schutz, Corello, Hope, Sacks, PopUp Store e tantas outras, que seria impossível não esquecer de alguma.

6. Redes Sociais: Após o império do Orkut de 2006 ser derrubado, outras milhares de redes sociais pipocaram entre os usuários atingindo a todos, sem exceção. É tanto “lugar” pra postar, que fica a critério das marcas saber segmentar. E daí que de repente todas as marcas, pessoas, celebridades, estilistas, jornalistas, críticos e mais um monte de gente da moda, se jogaram no Twitter e Facebook da vida, consagrando as redes em mídias sociais.

7. Tecnologia do 4D: Se assistir um filme no cinema em 3D já é legal, imagina só você assistir a inauguração de uma loja, com a fachada dela projetada em 4D especialmente naquele momento? Foi o que a H&M fez ao inaugurar sua nova loja em Amsterdã, e que Ralph Lauren fez ao lançar sua loja online. É inovar, usando as ferramentas disponíveis, e mais do que isso, e unir uma novidade à outra.

8. Ipad x Revistas: Quando a TV alcançou os lares do mundo inteiro, foi dito que era o fim do rádio. Mais tarde, com a internet foi dito que era o fim de várias midias tradicionais, como a TV, o cinema e os veículos impressos. Mas ao que parece, aquele não era o fim, pois um meio complementava o outro, e no diante dessa nova sensação, as revistas se viram orbigadas a adequar seus editoriais, suas editorias e pautas. Com a chegada do Ipad, eu acredito, que pode ser o momento das mídias impressas se sentirem ameaçadas. Mesmo que algumas Vogues e Elles disponibilizem um conteúdo diferente para o Ipad, será que vai ser tão relevante, tendo em vista que já existe um segmentado para a internet? E quanto mais será gasto para gerar conteúdo para a revista, para a internet, para o Ipad e seja mais o que for? Será que as editoras estão dispostas a investir nisso? E haverá público interessado em comprar tudo isso?

9. Carine Roitfeld is out: Ainda não sabemos o motivo, apesar de alguns palpites, mas a questão é que com a Carine Roitfeld fora da Vogue francesa o cenário da moda mundial muda um pouco. Depois do choque nos fashionistas, o que queremos saber é se o substituto será capaz de fazer o mesmo trabalho de Carine, sem afetar a imagem e o peso da Vogue Fr!

Gostaram da retrô? Se lembram de mais algum fato? Comentem no post gente, vamos compartilhar 2010 aí =D

E ah, o próximo post é como uma retrospectiva, mas para ter pra sempre!

Posted by: anneraysa | September 3, 2010

Dr. Rey e a identidade da marca

Pois é. Eu que há alguns anos não era muito ligada ao beauté e poquíssimo ligada à moda e cultura pop, achava que o Dr. Rey era nada mais nada menos que um personagem (talvez fictício) em que as pessoas o citavam como um cirurgião plástico das celebridades como um personagem de referência, tipo,” o Dr. Fulano é tão bom que a gente o chama de Dr. Ray”. Enfim, quando eu li no blog O Fantástico Mundo de Nicole sobre ele e suas dicas, e vi suas fotos quase caí pra trás. É, eu sou cabeção mesmo, kkk.

Enfim, resumindo, o cara tem 50 anos, é o maior (e talvez o melhor) cirurgião plático das maiores (e talvez melhores) celebridades do mundo. Mas quando você olha pra ele você nem pensa na idade do cara, você só pensa que ele tem uma pele melhor que a sua e um corpo mais tonificado que o seu. E o mais fanástico de tudo isso é que, segundo consta no blog da Nicole, ele é totalmente contra os bisturis e as agulhas, ou seja: nada de plástica, nada de botox. Enfim, as dicas dele e outras informações você pode ler rapidinho lá no blog da Nicole. Ela explica direitinho os conceitos básicos pra chegar aos 50 com cara de 25, seguindo o ritual do Dr. Rey.

Tá Anne, já entendi que você é meio lerdinha e que o cara é o próprio deus grego e imortal, mas o que cargas d’água ele tem a ver com marketing?

A-há! E é justamente neste ponto que eu queria chegar! Tem a ver com conceito e identidade da marca. Quer ver só?

Basicamente o que o Dr. Rey vende é beleza, certo? Então ele presta serviços (como médico e cirurgião) e vende alguns produtos que trabalham na modelagem do corpo. Mas como vender um produto/serviço como esse e ser (re)conhecido no mundo inteiro?

Ele, sozinho, representa sua marca. Um homem de 50 anos com cara (e corpo) de 25 é a maior fonte de credibilidade que ele mesmo pode ter. Ou seja, ele sozinho vende seu produto, passa credibilidade e convence seu público.

E claro que competência e boa prestação dos seus serviços são fundamentais, afinal, não fosse por isso ele jamais seria tão requisitado.

Foto: reprodução (O Fantástico Mundo de Nicole)

Então, entra aqui os pequenos e básicos passos para alcançar a atingir um bom posicionamento, fixar sua marca e a identidade da sua marca pro seu público-alvo:

  1. Seja fiel à sua identidade, aos seus ideiais, aos seus valores, sua missão e visão: Mais do que vender produtos/serviços, mais do que divulgar sua marca, tenha credibilidade e seja completamente fiel à essência da sua empresa. Convença seus funcionários para que eles vistam a camisa da empresa, para que eles vendam a imagem da empresa e principalmente vivenciem essa cultura organizacional. Da mesma forma que a Diretoria, e gerências também devem agir de acordo com os valores que a empresa defende.
  2. Faça seu trabalho bem feito: Nada de vender produtos que não condizem com a propaganda. Não venda produtos com materiais sem qualidade só pra vender mais barato, com a propaganda de um produto bom. Se seu público-alvo for o de baixa renda, não o iluda com produtos de “luxo acessíveis”. Não faça uma prestação de serviço mal feita só porque seu cliente é “exigente demais”. Não importa qual for a circunstância, para manter a boa imagem e posicionamento faça sempre tudo com cuidado e competência, mesmo que isso custe um pouco caro no começo, mas com certeza o resultado será satisfatório no final.
  3. Tenha uma boa equipe: Trabalhe com pessoas especializadas e competentes. Se você quer ajudar o filho do seu primo, porque ele é novo e precisa de oportunidade, ajude. Mas lembre-se que se a sua equipe falhar, todo o trabalho vai falhar também. Ou seja, invista na qualificação e atualização dos seus colaboradores e contrate pessoas que você possa confiar na competência e nos requisitos fundamentais para a boa prestação de serviços ou na fabricação e venda dos seus produtos. Claro que o filho do seu primo terá uma oportunidade na sua empresa, mas dê a ele somente o que ele pode carregar ;)
  4. Tenha bom relacionamento com seus clientes, mas principalmente com seus funcionários: Colaborador que fala mal do chefe, consequentemente fala mal da empresa. E se fala mal pra um, fala mal pra dez. E quem escuta também repassa. E então, começa o telefone-sem-fio sobre como destruir a imagem e identidade da marca. Portanto, mesmo que você esteja num bad-day (ou bad-hair-day) não desconte em pessoas que, além de não terem nada a ver com seus problemas, estão na sua empresa pra te ajudar. Trate bem TODOS seus funcionários, seja simpáticos e adquira seu respeito por meio do próprio respeito. Além de ser bem mais agradável trabalhar num ambiente em que todos se respeitam, ainda é interessante pra marca ser bem representada por seus funcionários, eeeeee, num momento de crise, comportamentos como esse, fazem toda a diferença.

São diquinhas rápidas e básicas mesmo gente, mas que muitos não dão o devido valor, justamente por ser básico. Entretanto, a gente sabe que o sucesso está nos pequenos atos.

Bom feriado!

Posted by: anneraysa | August 1, 2010

A importância de se posicionar

Pense em uma marca italiana. Agora pense em uma marca brasileira. Pensou? Qual foram as primeiras que veio à sua mente?

Perguntar isso é um passo fundamental para entender o que é posicionamento. Talvez você nem goste da marca que pensou, mas mesmo sem querer, ela foi a primeira. Um exemplo clássico e clichê: Pense num refrigerante? COCA-COLA? Mas se você for como eu, nem gosta de coca, mas pensou nela antes mesmo de terminar de ler a pergunta. Por que? Porque a marca possui seu POSICIONAMENTO!

A posição de um produto é o lugar que ele ocupa na mente dos consumidores em relação aos seus concorrentes. Posicionamento de mercado significa conseguir que um produto ocupe um lugar claro, distinto e desejável em relação aos produtos concorrentes na mente dos consumidores-alvo.

(Ana Paula de Miranda)

Se uma marca quer ser lembrada pelo seu público, ela deve investir em ações marcantes para ter seu posicionamento garantido. Ou seja, não basta ser boa, ter peças incríveis e que sejam o “último grito da moda” se ela não é lembrada pelo seu público. Toda vez que me pedem pra pensar numa grife, logo de cara me vem à cabeça ‘Chanel”, mas isso já faz tipo anos, quando eu ainda era adolescente e nem sabia a importância do se trabalho. Mas o que isso tem a ver? É que qualquer pessoa que não entende bolhufas de moda, que nem mesmo sabe qual o seu papel na sociedade, que nem mesmo conhece sua história, sabe da existência da marca Chanel, sabe que se trata de luxo e moda, mesmo que não faça idéia de quem é Karl Lagerfeld.

Tá, ok Anne, eu entendi o que é posicionamento, mas o que uma marca precisa fazer para se posicionar?”

Não existe um manual ou uma cartilha pronta à venda em qualquer livraria que te ensine como posicionar sua marca, mas existem alguns pontos relevantes que devem ser considerados e levados muito à sério. Para começar, você pode fazer alguns questionamentos como: quem compra? Onde vende? O que tá acontecendo no mercado?

  1. Defina seu público-alvo: Quem vai e pode comprar seu produto? Qual seu poder econômico? Quem vai consumir, na grande maioria, é homem ou mulher? Em qual região seu consumidor em potencial vive? Qual sua idade? – Fazer estes questionamentos e obter essas respostas por meio de pesquisas mais aprofundadas são fundamentais para planejar qualquer ação que promova os produtos da marca (e consequentemente essa). Aliás, uma empresa que não conhece seu público, não consegue atender às suas necessidades e consequentemente não vende (e não se posiciona).
  2. Delemite sua área de atuação: Saber onde você vai vender é tão importante quanto saber pra quem você vai vender. Pense, por que as grandes marcas tem suas lojas situadas na Oscar Freire? Por que a região é bonita? Por que elas gostam de estar juntas? Não! Talvez seja porque a região é cômoda para o cliente (e principalmente para a marca), porque sua concorrência está ali, porque a região proporciona o status que a marca quer transmitir, porque ali ela mantem e informa seu posicionamento para seus públicos, para a concorrência e para o mercado em geral.
  3. Conheça sua concorrência: Se informe sobre o processo criativo, sobre os responsáveis pelos principais setores da empresa, sobre as ações de divulgação e relacionamento com os públicos, sobre suas pesquisas. Ou seja, conheça tão bem seu concorrente quando você conhece a si mesmo (ou a sua empresa). Isso permite que você não fique ultrapassado, fazendo ações que seu concorrente já fez, lançando produtos que, na estação passada, já foi lançada, etc.
  4. Acompanhe as tendências do mercado: E esse ítem é o mais demorado, mais complicado e talvez o mais importante de todos. Você tem que saber o que seu público está consumindo, com qual periodicidade, qual sua exigência e espectativas. Também precisa conhecer quais as novidades tecnológicas na fabricação de tecido, quais as novas ferramentas de comunicação, quais as tendências de mercado, de venda e compra. Assumir a atitude de acompanhar as tendências do mercado possibilita a prevenção de crises financeiras e, também por que não, crises criativas.
  5. Compreenda seu segmento: Acho que esse ítem faz parte da análise de mercado, mas é tão importante você saber como funciona o seu segmento. Por exemplo, durante quanto tempo um blazer boyfriend vai ser um must-have? E durante quanto tempo as pessoas vão querer comprar uma Birkin? Ou seja, se você entende como funciona o ciclo de vida dos produtos do seu segmento de atuação, você vai saber diferenciar uma tendência de um clássico.
  6. Não perca oportunidades: Acho que esse serve pra qualquer coisa, seja na vida pessoal, na profissional, na acadêmica ou para o mercado. Se você perde uma oportunidade, você nunca mais a terá, o que significa uma oportunidade para sua concorrência. Saiba identificar uma boa oportunidade, mas também não se afobe por ela, pois decisões erradas podem ser fatais para a marca.

Na esquerda Prada e na direita Miu Miu, ambas mascar de Miuccia Prada

Quer um exemplo bom de posicionamento? Acredito que a Miuccia Prada seja a pessoa perfeita para ilustrar e nos ensinar sobre esse assunto. Certamente você já viu fotos dos desfiles da Prada ou alguma campanha dela, da mesma forma como da Miu Miu, certo? Pois bem, ambas são “filhas” de Miuccia, Prada é luxuosa, madura e clássica. Quem compra Prada, provavelmente e na maioria pessoas maduras, adultas, claro que isso não é regra, mas no geral é mais ou menos este o cenário. Miu Miu é jovem, é fresh e é trendy. Você verá mulheres jovens e fashionistas usando, como a Betty ou a Jane, por exemplo. E por que? Houve a oportunidade, e houve o aproveitamento desta oportunidade, da mesma forma como todos os passos anteriores. Olha só o que Erika Palomino fala no seu livro “A Moda”:

Dentro do processo de difusão da moda, muitas marcas do prêt-à-porter dispões de segundas linhas, o que possibilita que consumidores mais jovens tenham aceso à grife. As peças são menos caras, mas se engana quem acha que essas roupas chegam a ser “baratas”, especialmente para os padrões brasileiros. Elas estão dentro daquele segmento de luxo e funcionam principalmente no diversificado mercado italiano.

Então, a partir de hoje quando a gente voltar os olhos para aquela marca que a gente gosta (ou não), que tal a gente fazer um exercício como este? Analisar seu público, suas funções, seus concorrentes, só com o objetivo de compreender a marca também. Isso enriquece nossa percepção, nosso conhecimento e nos possibilita uma visão mais inteligente e rápida como consumidores e meros curiosos.

DICA: E pra quem adora moda e quer entender um pouco mais sobre esse universo, eu sugiro que leia “A Moda”, de Erika Palomino. O livro é barato, curtinho e de fácil leitura, mas te enriquece tanto!

Posted by: anneraysa | July 14, 2010

Entrevista: Jefferson Kulig

Você já parou pra pensar em como as marcas e os estilistas estão investindo cada vez mais em marketing digital e comunicação mais interativa com seu público? Eles criam blogs, twitters, convidam blogueiros para assistirem seus desfiles, promovem eventos e encontros entre leitores, consumidores e autores de blogs de moda, fazem seus lançamentos exclusivos para esse público antes das coleções irem para as lojas… ou seja, estão mais atualizados dentro do contexto Web 2.0 e sabem da importância de se manterem neste novo “ambiente”.

Pensando nisso, achei que seria bacana ter a opinião de estilistas e responsáveis por essas ações nas marcas. Agora vocês podem conhecer um pouco da visão do estilista curitibano Jefferson Kulig sobre o assunto.

1- MM – Jefferson, há alguns anos (sete?) você participa do SPFW e mais recentemente inaugurou sua loja em São Paulo. Você acredita que participar de semanas de moda no país e estar no eixo Rio-São Paulo são fatores importantes para o posicionamento e reconhecimento da marca?

Acho que é um de vários caminhos que podem dar visibilidade para uma marca, mas jamais deve se pensar ser o único caminho. Temos muitas marcas que tem um bom trabalho e são reconhecidas, mas não participam de nenhuma semana de moda.

2. MM – A marca possui um blog em que além de mostrar as novidades, também aborda outros temas como decoração, além de mostrar grande interesse pela opinião do leitor. Para a marca, isso gera resultados positivos ou mensuráveis? Existe algum objetivo estratégico para gerar valor para a marca com o uso das redes sociais (blog e twitter)?

Como escrevi no blog já, antes das redes sociais a conversa com a moda era um monólogo, agora temos com as novas midias a possibilidade de dialogar com respostas.


3. MM – Você afirmou no seu twitter que se sente “leve” por saber o que o público pensa sobre moda. De que forma você acredita que as redes sociais e a ascensão da internet podem influenciar no cenário da moda e principalmente nas suas coleções?
O pensamento de moda não vai ficar restrito a alguns críticos, com a democratização através das redes sociais. Todos terão direito de pensar e direcionar a moda através de suas próprias vontades de moda.

4. MM – Nesta semana você fez um post no seu blog questionando a crítica de moda e mostrou dois posicionamentos diferentes: de uma jornalista renomada e de um estudante. Qual responsabilidade você acredita que uma crítica de moda possui neste mercado, de que forma ela pode influenciar no processo de criação do designer e no poder de compra do consumidor?
No Brasil, como foi escrito no blog, a crítica nunca teve muita importância em relação às vendas, agora então menos ainda.

5. MM – E em relação aos blogs de moda, qual o grau de relevância que a opinião destes veículos exercem sobre a marca, na sua opinião e experiência?
Como já disse, hoje a opinião de todo consumidor conta. Eles vem somar junto com o estilista que tenta captar a vontade de moda do mercado e traduz isso nas suas criações.

6. MM – Já faz algum tempo que ações de marketing e comunicação dirigida tornaram-se imprescindíveis para qualquer empresa, inclusive para as de moda. A marca Jefferson Kulig inclui no seu planejamento essas ações? Você considera o blog e o twitter como ferramentas estratégicas de marketing? Existe uma equipe na marca responsável por esse “setor”?
Tudo isso é muito novo no mercado, ainda sou eu que cuido do blog, twitter, etc.
7. MM – Com a sua coleção “você usa roupa ou design”, você acredita que há potencial por parte dos estilistas e designers em vender “design” no Brasil, feito por brasileiros, de forma que atinja todo o público que gosta e consome moda, independente da sua situação financeira?
Com certeza, é nisso que eu acredito. Acho que o design é a única forma de concorrer no mercado com a massificação. O design possui uma agregação de valores.

8. MM – E por último, eu gostaria de saber qual o seu posicionamento em relação às tendências do mercado de moda para os próximos anos em vista do desenvolvimento da internet e tecnologia.
É complicado explicar isso assim tão rapidamente, mas é muito bom ver a mudança no modo de se criar e produzir moda, mudar. Está mais democrático. Ainda fico com a tecnologia dos tecidos e da internet como futuro da moda.
Jefferson, agradeço sua disponibilidade e atenção em responder as perguntas. É muito bom saber que nós, consumidores e estudantes, podemos contar com pessoas como você, dispostas a conversar e expor suas opiniões.
Para seguir o Jefferson Kulig no twitter: @jeffersonkulig
Para conhecer mais as opiniões do estilista acesse o blog.
Para me seguir no twitter: @anneraysa
Posted by: anneraysa | July 7, 2010

Paris pra Triton

Fotógrafos na porta e nos corredores, tumulto em todos os lugares, buchichos e muito barulho… Paris Hilton vem aí, ou melhor, veio aqui. É, pois é gente, depois de investir em globais, o que algumas marcas fazem durante as semanas de moda é investir em gente (celebs) lá de fora. Pra quê? Pra valorizar o produto, o desfile? Pra gerar buzz? Pra criar todo um tumulto? Pra esconder defeitos da coleção? PRA QUÊ investir milhares (ou milhões) de reais em uma personalidade polêmica pública internacional quando temos modelos tão lindas por aqui?

E quase como falar da Gisele Bundchen pra Colcci, mas é QUASE mesmo, e sobre isso a gente fala depois. Voltamos à Paris e todo seu império e sobrenome Hilton.

A garota é atriz, cantora e modelo, herdeira e patricinha. Ops, desculpe eu não quis rotular, mas acho que talvez isso vá ser bem útil na nossa conversa hoje.

Se a gente parar pra olhar o desfile, vamos perceber que a coleção estava beeeeem, bem girlie, o que convenhamos é a cara da garota propaganda (rótulo de patricinha encaixa aqui?). Bom, as peças não eram nem um pouco conceituais, bem ao contrário, o que a gente viu nas passarelas do SPFW pode sim ir direto para as araras das lojas Triton espalhadas pelo país, tipo, bem produto final sabe.

Quando uma marca investe tanto dinheiro dessa forma, ela espera que haja um retorno no mínimo que se possa comparar ao que aconteceu na estação passada, como?

  1. O que esperar? Uma ação dessas gera espectativa: a Paris posta no twitter que em breve vem ao Brasil. Um tempo depois, surge um boato de que ela vai desfilar na SPFW e mais um tempinho alguém comenta que é pra Triton. Pronto! Chove de gente perguntando, comentando, criticando em todos os cantos cibernéticos e midiáticos (existe essa palavra?). Todo mundo fica aguardando ansiosamente pelo desfile da Triton. Ponto pra marca. Há uma espectativa pra assistir ao desfile, mesmo que seja por causa principal da Paris Hilton;
  2. Falem bem ou falem mal mas falem de mim: Todos esses comentários, acabam gerando o que a gente chama de mídia expontânea, ou seja, um jornal, uma revista ou um site faz uma matéria (ou até mesmo nota) sobre o evento em questão e acaba promovendo a marca, mesmo que sem querer. Ou seja, a mídia ganha publicidade grátis, sabe? Menos custo para a marca e mais gente conhecendo e sabendo sobre ela (e sua ação);
  3. Foco: Muitas vezes uma marca pode não agradar à crítica especializada. E normalmente, ela já sabe disso muito antes do desfile. Talvez porque seja comercial demais, talvez porque não tenha nenhuma novidade, o fato é que quem compra as peças da Triton, geralmente, compra daquele jeito, e mudar todo o conceito da marca por conta das críticas pode não ser o melhor caminho quando se tem em mente o lucro. Participar de uma semana de moda importante pro país é super bom pra Triton, sem dúvidas, mas quando se precisa de foco da mídia, mas esta pode não estar interessada, o jeito é investir em algo que chame mais atenção. Se não pode ser nas roupas, o que melhor então nos modelos? E se uma em questão é a “cara da marca”, por que não alguém como a Paris Hilton? Só de ser polêmica já gera comentários e espectativa, e isso cria um foco em uma personalidade e não, somente, nas roupas;
  4. Será que é legal? E claro que isso pode não ser positivo pro desfile, já que muitos estão lá porque querem ver a coleção e esperam encontrar novidade e não uma celebridade famosa por estar em situações embaraçosas (para nós). É legal ver sua marca estampada em revistas e sites? Sim, mas até que ponto vale à pena abrir mão de um desfile com peças inusitadas e investir isso em uma única pessoa? Será que não seria ainda mais positivo pra marca ter uma coleção que não seja o que já é esperado pelo público? Não é bom ver a crítica especializada fazendo comentários e matérias interessantes e elogiando a Triton por trazer algo diferente e legal? Ninguém está pedindo uma coleção totalmente fora da identidade da marca, que isso fique bem claro, mas tem sim como inovar um produto sem deixar seu público-alvo e sua identidade de lado;

Gente, nem sempre ações como essa da Triton podem ser positivas ou negativas. Teve muita gente da moda que ADOROU ver a Paris desfilando saltitante pela Bienal, como também adorou a coleção. Da mesma forma como algumas pessoas acharam ruim e esperava mais da marca. E quando eu digo “tem gente” não me refiro a uma pessoa que não entende nada de moda (conceito, identidade, e tudo mais), mas sim aquelas pessoas que tem gabarito para criticar, entende?

De qualquer forma, a minha opinião é que a Paris é uma “personagem” que se encaixa bem para a Triton, especialmente para este desfile. Poderia ser uma outra atriz ou cantora? Sim, mas eu como consumidora e comunicadora acredito que a marca conseguiu expressar bem a informação que queria passar só de ter a Paris ali. Existe o lado negativo? Sim, mas será que o objetivo da marca não foi cumprida?

Então fica um questionamento analisando o que já foi dito e o que você acredita ser importante: até que ponto foi positivo para a Triton trazer a Paris para o SPFW e até que ponto isso pode prejudicar a marca? Vamos discutir sobre isso aqui nos comentários? Dêem sua opinião, vamos conversar mesmo, ok?

Posted by: anneraysa | June 14, 2010

Louis Viutton e a Copa

Se o conceito de marketing é atender às necessidades e desejo do consumidor/público-alvo, então eu posso dizer que criar ações que atendam a esse conceito é aproveitar as oportunidades. Às vezes pode dar certo e se tornar em um case de sucesso, mas às vezes não só não dá certo, como também cria uma imagem negativa para a marca, além de outras consequencias. O fato é que a marca nunca vai agradar a todos, porém o impacto das suas ações devem atender ao mínimo de expectativa possível. E por que eu tô falando disso?

Bom, há uns meses (em abril) a Louis Viutton fez uma campanha para maletas e bolsas de viagem com os jogadores de futebol Pelé, Maradona e Zidane. O título da campanha dizia: “Três grandes jornadas: um jogo histórico“, e o vídeo (e a foto) trazia os três heróis do futebol (cada um no seu país, mas (re)conhecidos internacionalmente) jogando pimbolim (ou totó). Para as mulheres esse anúncio talvez não tenha tido tanto impacto, mas para os homens a campanha teve uma imagem positiva. Outras marcas como a Rolex, por exemplo, trazem esportistas nas suas campanhas, mas essa foi a primeira vez em que uma marca colocou três rivais do futebol juntos numa campanha tão descontraída. Tanto a marca, quanto os jogadores saíram ganhando, ambos com imagens positivas e uma boa aceitação do público-alvo.

Porém, recentemente a Louis Viutton criou uma maleta ou baú como os monogramas da marca, pra carregar a taça da Copa FIFA 2010. A maleta é toda forrada de camurça e possui até um par de luvas para manuseio da taça. Até aí tudo bem, a gente sabe da boa durabilidade das maletas da LV, e isso até gera bons comentários sobre a marca. Mas acredito que o problema da campanha foi a Louis Viutton ter colocado a top model Naomi Campbell para apresentar o produto. Isso gerou comentários negativos sobre a marca e a campanha tanto em blogs quanto no twitter. O problema não foi toda a campanha da LV em si, mas sim o fato de ter usado uma personalidade errada para representar esse tipo de produto.

Mulheres também podem gostar de futebol ou da Copa? Sim, mas no geral qual é o homem o público da Copa. Quem vai carregar o troféu são os jogadores, homens, e talvez por isso ter uma representante mulher para a maleta da taça da copa não seja o mais adequado. Será que não seria mais eficiente se um modelo ou um jogador internacionamente conhecido e que está fora da Copa segurasse o produto da Louis Viutton?

Acredito que esse é um caso pra gente refletir se ações como essa aproveitam bem as oportunidades, e se aproveitam, se executam de forma que corresponda às expectativas do seu público-alvo. Será que a Copa foi uma oportunidade boa para a Louis Viutton?

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